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24 de out de 2012

...Diálogos entre duas crianças...

Antes de começarem, recomendo que leiam escutando junto à música Illa Tiđandi no fim da página da banda Burzum do seu quinto álbum Dauði Baldrs (1997) ou "Balder's Død", em português, A morte de Balder).

...Diálogos entre duas crianças...




... Feliz dia dos que vão morrer, ou seria já mortos?...

Ouve isso?

Passos...

Sim...

Ele está tão perto...

Quase lambendo sua carne imunda que você nem sonha mais que já está morta e enterrada apodrecendo aos poucos nesse cemitério maldito, um prato recheado para uma presa que não sonha.

Olhando por trás de sua cabeça, te fazendo arrepiar...

Ele está aqui...

Sim...

É só um arrepio... Porém um arrepio que anuncia o cântico dos desesperados, desespero que só acabará quando ele devorar sua alma imunda aos poucos.

Tão quieto e inocente que nem desconfia o que está acontecendo ao seu redor, nem mesmo sonha... Imagina...

Uma ave negra que paira seu céu em busca de felicidade, porém nunca a encontrará...

Gritos de agonia...

Sangue que não cessa o jorro...

Homens chorando como pobres crianças...

Mulheres sendo estupradas, estripadas, dilaceradas, decapitadas...

E seus bebês...

Alguns mais sortudos sendo fatiados com lâminas cegas, outros menos sortudos sendo tostados vivos na maldita brasa quente e outros tomando um delicioso banho na água ardente, cozinhados e levemente temperados com às lágrimas de suas mães...

E por fim... Você se vendo e sendo atormentado, torturado e talvez com sorte crucificado...

Grite! Implore! Lamente! Chore! Agonize!

Hahaha...

Isso...

Isso é tão maravilhoso que até me emociono em pensar...

...

Sabe?...

O que?...

Nunca mais irá sair desta sua perdição, para sempre e todo o sempre sua única companhia serão seus medos.

Refletindo em meio ao seu próprio sangue, agonizando em meio a sua própria carne...

Olhando sua amada queimar aos poucos, sendo estripada, esfatiada...

Sem poder fazer nada...

O que eu fiz?...

Com lágrimas em seus olhos, gritando para o abismo sem fim, se afogando com sangue em sua garganta... O QUE EU FIZ?... AJUDE-ME! POR FAVOR! EU IMPLORO!... ALGUÉM?...

Vozes e mais vozes rindo e outras agonizando...

Fica difícil entender com tanto sangue em sua garganta...

Hahaha...

Agora é tarde, tão tarde quanto à escuridão da noite na visão de um atormentado cego.

Sem uma única saída, anos irão se tornas décadas, décadas se multiplicaram e triplicaram, até que se passe um único minuto e tudo comece novamente.

SOCORRO!...

E um dia talvez...

Matando rios de sangue com odores diferentes de decomposição e morte tudo isso para minha satisfação doentia. Pensando em um céu borrado de sangue criado pela besta doentia sedenta de amor macabro. Criação impetuosa de perfumes reciclados da subi sociedade, entre adoradores de satã e adoradores do deus pai. Sangue jorrando da alma e felicidade jorrando do gozo, pobres inúteis.

Tenham bons pensamentos e um ótimo fim...

Iccoic Leirda :Rop Otircse


Burzum: Illa Tiđandi

4 comentários:

  1. Um dia no inferno... Te desejo sorte meu caro amigo porque vamos para lá. Uma das historias mas fodas que já li. Boa Adriel seu tara ^^

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  2. Você tem um talento incrível para estórias em geral, deveria escrever um conto, uma crônica, faria sucesso!
    P.s.: Seu texto fez-me lembrar da música "The Phantom Agony' hahaha

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